O prejuízo da pretensa neutralidade política dos cientistas e defensores das questões do meio ambiente

Via de regra os lutadores “ambientalistas” acabam fazendo parecer como se houvesse algo de ‘mau’ e de inerente à humanidade destruir a natureza e eliminar espécies. Mesmo isso não sendo algo intencionalmente colocado assim por eles, acaba soando assim. E porquê tomam essa via de narrativa da questão?

Penso que muitos bons lutadores pela questão ambiental acabam não tocando na raiz do problema por um receio infeliz. Mesmo em geral eles mencionando a (inegável proximidade de) relação com a revolução industrial, acabam não falando naquilo que torna decisivo a revolução industrial ser de fato destrutiva ou não. Em outras palavras: mesmo a humanidade, ao se desenvolver ao longo de milhares de anos, ter sua existência acarretado de fato na extinção de várias espécies, o que vai tornar essas “aquisições tecnológicas” da revolução industrial definitivamente destrutivas é elas serem utilizadas num sistema econômico que precisa crescer infinitamente num planeta finito, e obriga a humanidade a consumir produtos com vida útil cada vez menor, dependendo por isso de MUITA matéria-prima para funcionar.
Temos toneladas de dados/artigos científicos mostrando o quão ruim as coisas estão, porém, eu particularmente não precisava nem da ciência prá descobrir isso. Um único exemplo: na região onde mora minha família, meu avô tomava banho num rio limpo no quarteirão abaixo. Hoje em dia, se eu quiser encontrar um rio limpo, preciso viajar CENTENAS de quilômetros!

É gritante que o meio ambiente está e continua sendo destruído! E mesmo assim, os cientistas continuam fugindo pela tangente quanto às questões mais urgentes!
Qual a RAIZ dessa destruição? A humanidade tem a tecnologia necessária prá eliminar COMPLETAMENTE essa destruição? O QUE é necessário fazer prá ELIMINAR completamente essa destruição?

Desde Silent Spring (prá citar um(a) autor(a) mais conhecida; afinal, em pleno século 19 Karl Marx já tava expondo isso de maneira muito cabal; sobre isso existe um livro de título “Marx’s ecology“, do John Bellamy Foster) temos toneladas de dados científicos mostrando a destruição, mas infelizmente os próprios cientistas têm tido um receio danado em falar no fim do capitalismo.

E esse comportamento é generalizado. Note, por exemplo, os livros de biologia: “Para resolver os problemas da destruição do meio ambiente, é necessário trabalhar sob interdisciplinaridade, com profissionais biólogos, {uma longa lista de profissionais}, economistas… etc”. OK. Chegue em um economista e fale que precisamos pensar um mundo onde a economia não possa crescer infinitamente, e ao mesmo tempo, precisamos prover a humanidade inteira com todas as suas necessidades. Ele vai bugar, dar “tela azul” na hora: essa hipótese NÃO EXISTE na economia estudada hoje na academia.

Portanto, cientistas: os dados da destruição do meio ambiente estão jorrando pelo ladrão há MUITO TEMPO, está na hora das proposições. =/
Abaixo o citado livro do Foster, caso interesse:

http://bookos-z1.org/book/910528/e14dc7

Aqui, um texto do Tonet discorrendo mais sobre esse assunto:

http://ivotonet.xp3.biz/arquivos/EDUCACAO_E_MEIO_AMBIENTE.pdf

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